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Sonho realizado
 
Engenheiro industrial de 81 anos – que há 30 anos preconiza a bicicleta elétrica como solução de locomoção para São Paulo – conhece as primeiras bicicletas produzidas ‘em série’ no Brasil a partir de sua sugestão

No dia em que comemorou 81 anos (28 de julho de 2009), o engenheiro industrial Felicio Sadalla ganhou como presente a realização de um sonho: foi apresentado à primeira bicicleta elétrica desenhada e produzida no Brasil. Sadalla há mais de 30 anos tem feito experiências, construído protótipos e participado de eventos no Brasil e no exterior sobre o assunto; já em 1979 adaptou um motor trazido da Itália em uma bicicleta e ia trabalhar todo dia com o veículo, indo de sua casa na Vila Mariana à sua metalúrgica no bairro de Santo Amaro – cerca de 26 km por dia.

A bicicleta apresentada ao Sr. Felício começou a ser desenvolvida a partir da iniciativa de sua filha. A corretora de seguros Patrícia Sadalla Collese participava de um evento em comemoração ao dia da mulher em 8 de março de 2008, quando foi apresentada ao projeto de uma seguradora que estava prestando socorro aos segurados em caso de pane utilizando bicicletas em algumas regiões da cidade de São Paulo. Patrícia, assim como os demais cinco filhos do Sr. Felício, sempre se envolveu nos projetos do pai, e imediatamente mandou um e-mail ao presidente da seguradora contando a história do pai e sugerindo o uso de bicicletas elétricas para o serviço.    A idéia foi um sucesso para a Porto Seguro !

A seguradora encampou o projeto, e em 30 de julho os primeiros socorristas saíram às ruas da cidade com suas bicicletas elétricas. As principais vantagens sobre as 25 bicicletas comuns atualmente em uso: mais bairros da cidade (os mais montanhosos, como Sumaré e Santana) passam a ser atendidos; o tempo de chegada do atendente é reduzido em 25% em média; a bateria para dar partida auxiliar nos veículos atendidos não será mais usada – agora é a bateria da própria bicicleta que dá carga nos atendimentos.

História
O interesse por motores elétricos surgiu na época em que Felício era apenas um estudante, na FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), quando estudava a história do automóvel. Na ocasião, conheceu a história do primeiro carro híbrido, movido a gasolina e eletricidade, um Porche de 1899 desenvolvido pelo professor, doutor e engenheiro Ferdinand Porsche, quando este tinha 23 anos. “O Lohner-Porsche tinha um motor elétrico em cada roda – dentro da roda”, diz Felício. “O motor a gasolina não servia para tração, apenas movia um gerador, que carregava as baterias.”

O primeiro motor elétrico para bicicletas foi adquirido pelo Sr. Felício em uma viagem a Itália. Na ocasião, visitou uma fábrica de motores e acabou ganhando um motor ‘abandonado’ no estoque. A paixão pelo assunto levou Felício a ter três veículos elétricos: um da marca Suzuki, importado dos Estados Unidos, que mantém até hoje e que rodou cerca de 60 mil km, além de dois veículos híbridos da fabricante Gurgel, o Itaipu. Atualmente tem ainda duas bicicletas elétricas, uma scootter e uma bike normal.

“Há 30 anos adaptei uma bicicleta com um motor elétrico, que utilizava diariamente para me locomover da Vila Mariana até Santo Amaro, um percurso total de 26 km”, diz Felício. Apesar do interesse pelo carro elétrico, Felício acredita que as bicicletas elétricas são solução mais viável para o trânsito em uma grande cidade como São Paulo. “A eficiência da bicicleta é muito superior a do carro. É a fábula do coelho e da tartaruga. O carro pode correr mais, mas a bicicleta chega na frente”, diz Felício.

Bike Socorro Elétrico
A partir de agosto de 2009, a Porto Seguro (www.portoseguro.com.br) utilizará bicicletas elétricas para agilizar o trabalho dos ciclistas que prestam atendimento aos segurados Auto em casos de panes que podem ser solucionadas no local da ocorrência, sem necessidade de remoção (serviço ‘Bike Socorro’), e em vistorias domiciliares (‘Bike Vistoria’). O objetivo da empresa com as novas bicicletas é facilitar ainda mais a locomoção dos atendentes em percursos como ladeiras, ruas de difícil acesso, trechos com irregularidades, entre outros.

A nova bicicleta foi desenvolvida a partir da experiência de socorristas-ciclistas da Porto Seguro. “A bicicleta é um meio de transporte já consagrado pela sua agilidade, esportividade, por não ser poluente e possuir custo de manutenção reduzido”, destaca Milton, gerente do Porto Socorro. “Ao apostar na bicicleta elétrica, queremos valorizar esses atributos e melhorar o trabalho dos nossos socorristas, que terão, literalmente, uma ‘forcinha extra’ para atender os segurados”, completa.

A bicicleta elétrica também proporciona a evolução do atendimento pelo Bike Socorro. Antes, o socorrista precisava levar uma bateria para atender ocorrências. “Com a nova bicicleta, a bateria já está incorporada à sua estrutura e, além de servir como ‘combustível’, pode ser utilizada para dar carga auxiliar no automóvel atendido”, explica Milton Oliveira.

Inicialmente, 25 bicicletas elétricas estão disponíveis para atendimento aos segurados de São Paulo, com previsão de 50 novas bicicletas até janeiro de 2010 A expectativa é ampliar o serviço para outras regiões do país e reduzir em até 25% o tempo de atendimento às solicitações dos serviços Bike Socorro e Bike Vistoria. Na capital paulista, será possível ainda ampliar o atendimento para bairros de relevo montanhoso, como Sumaré, Perdizes, Pinheiros, Santana. 

Projeto
A discussão sobre veículos elétricos vem crescendo na medida em que a sociedade e lideranças de todo o mundo discutem formas de reduzir a emissão de poluentes para controlar eventuais mudanças climáticas. A bicicleta ainda tem a vantagem de contribuir com a melhora da fluidez do tráfego. Com a parceria de especialistas, a Porto Seguro investiu cerca de R$ 200 mil para o desenvolvimento do projeto.

Com produção exclusiva e design assinado pela Oz Design, mesma agência que elaborou a nova logomarca da Porto Seguro, em 2007, a bicicleta elétrica é equipada com uma bateria de chumbo, componente químico reciclável.Apenas o motor é importado da China, líder mundial na fabricação e utilização de bicicletas elétricas.

Para garantir a segurança de socorristas e segurados, a nova bicicleta da Porto Seguro tem sua utilização regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

Especificações
Estrutura: quadro em alumínio;
Peso: 34 kg;
Autonomia: 40 km;
Velocidade: atinge até 35 km/h.
Tempo de carga: 4 horas
Aro: 26
Marchas: 21